terça-feira, 9 de abril de 2013

Cigarro.


Descomedido, perfilho o ódio que preenche o vazio descomunal
Faço uso de todas as forças para agredir meus sentimentos,
 não dou permissão para que atravessem a ponte destinada a realidade sórdida.
 A dor consola-me ao dimanar por todo meu corpo. 
E o desejo de conviver nessa sociedade, dissipa-se como a fumaça do cigarro.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

Utopia


Teus braços emergem do acaso, tão inesperados como um relâmpago que faz dos céus uma tela de pintura. 
Tu ousas usar teu sorriso como a principal cor da paleta, misturando-se em sentimentos utópicos. 
Teus sonhos aparentam estar diluídos em tua respiração, que com tal suavidade penetram em minha alma. 
Teus olhos disparam o flash que me deixas cego. O real agora se transformou em uma fotografia guardada em minha memória. 

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Café

As paredes estão caindo. Algo concreto, agora cobre o piso em fragmentos.
O branco e o preto predominam, a poeira levanta para o café da manhã.
Vestígios de uma xícara com sangue. Um corpo deitado sobre ela.
Um corpo já sem se importar com o calor que o sol oferece.
O desespero, o medo, o ódio, a fúria... Basta apertar o gatilho,
E você caiu na armadilha.