quarta-feira, 24 de julho de 2013

Álcool

Sentado na calçada, com a ilusão de estar em companhia da solidão, o vento gelado carrega consigo a vida, compartilhando-a comigo, um brinde!

Creio estar consumindo essa vida, mas é outra ilusão. Essa dose é que me consome em cada veia que meu sangue percorre, faz meu coração pulsar e me traz a possibilidade de questionar. 

Puro ar, aonde você se esconde? Não, perdoe-me. Eu é que estou escondido, sobrevivendo nas certezas de pessoas incertas que consomem a ganância como forma de matar a sede.

Deitado na calçada, um homem alucinado está encolhido, julgado pela sociedade como inferior, mas não percebem que consomem do mesmo ar.

Essa vida está me deixando zonzo. A lua parece estar observando meu mundo girar. Amanhã mais uma ressaca, e aquele pensamento: Nunca mais vou consumir isso novamente!